Por que eu não consigo me decidir e sempre travo?
Descrição do post.
Marisa Castro
4/10/20262 min read


Por que eu não consigo me decidir e sempre travo?
Existem momentos em que tudo parece parar dentro de você. Você pensa, analisa, considera possibilidades, tenta entender o que seria melhor… e, ainda assim, não consegue decidir.
Fica ali, entre opções, cenários e dúvidas, como se qualquer escolha pudesse dar errado. E quanto mais você tenta resolver isso apenas pensando, mais confusa se sente.
A sensação é de estar travada.
Você sabe que precisa agir. Sabe que não dá para continuar no mesmo lugar. Mas algo dentro de você segura. Adia. Evita. E, quando percebe, mais tempo passou e nada realmente mudou.
Isso costuma ser interpretado como falta de coragem, insegurança ou até falta de clareza sobre o que quer. Mas, na maioria das vezes, não é isso.
A dificuldade de decidir não nasce da falta de opção. Ela nasce da falta de conexão interna.
Quando você não consegue se ouvir com clareza, qualquer decisão parece arriscada. Porque você não confia totalmente no que sente, não sustenta o que percebe e acaba tentando garantir que a escolha seja perfeita antes de dar o próximo passo.
E isso paralisa.
Porque não existe decisão sem risco. Não existe escolha sem desconforto. E quando você tenta evitar isso, acaba não escolhendo nada.
Além disso, muitas mulheres carregam um medo silencioso de errar. Um medo de se arrepender, de decepcionar alguém, de não dar conta depois. E, para evitar esse possível erro, preferem não decidir.
Só que não decidir também é uma escolha. E, muitas vezes, é a escolha que mantém tudo exatamente como está.
Com o tempo, isso vai gerando frustração. Você começa a se sentir presa, como se estivesse sempre no mesmo ponto, esperando algo mudar por fora para finalmente conseguir agir.
Mas a verdade é que a decisão não acontece quando tudo está claro. Ela acontece quando você começa a se sustentar mesmo sem todas as respostas.
Decidir não é sobre ter certeza absoluta. É sobre assumir responsabilidade pelo caminho que escolhe seguir.
E isso só se torna possível quando você começa a se ver com mais verdade.
Quando você reconhece o que realmente quer, o que está evitando, o que está te paralisando e quais medos estão por trás dessa indecisão, a escolha deixa de ser um campo confuso e passa a ser um movimento possível.
Você não precisa resolver a sua vida inteira para dar um passo. Precisa apenas sair do lugar onde está parada.
E, muitas vezes, esse é o passo mais difícil.
Se você sente que está travada e não consegue decidir, talvez o que esteja faltando não seja mais informação. Mas um espaço onde você consiga se ouvir com mais clareza, sustentar o que percebe e começar a agir, mesmo com desconforto.
No Lumina, eu conduzo mulheres exatamente nesse processo.
